• CORONAVÍRUS

    Beijos musicais

     Olá, tudo bem?

    A semana começa com alterações na rotina de todo mundo. Mas, com ou sem exageros, a vida tem de continuar, com os devidos cuidados, naturalmente. Dito isto, no domingo, fui assistir ao show de celebração dos 40 anos da cantora Ná Ozzetti, no Sesc Pinheiros (SP). Show lindo, em que a cantora faz um apanhado das canções por ela gravadas durante sua trajetória, com cenário, figurino, som, etc, tudo impecável. Comprei o ingresso na hora - mas quase não conseguia, porque, ao visualizar o mapa dos lugares, quase todos o assentos estavam ocupados. Não restavam mais que dez lugares livres. Entretanto, ao entrar no Teatro Paulo Autran, para minha surpresa, ele estava bem vazio, com 1/3 dos lugares ocupados. Não sou muito boa de cálculo, mas acho que era por aí. Não sei o que aconteceu, mas imagino: as pessoas desistiram na última hora de sair de casa, ou ainda, o Sesc disponibilizou menos ingressos para que não houvesse uma grande concentração de pessoas, mediante as últimas recomendações do governo estadual, visando à contenção da propagação do Coronavírus (covid 19). Não sei. O que eu sei que muitas casas de shows, centros culturais, teatros e afins estão adiando suas programações e, até mesmo, fechando suas sedes no sentido de amenizar a propagação do vírus. Nesta segunda-feira (16), por exemplo, o Itaú Cultural soltou uma nota informando seu fechamento por tempo indeterminado. Por enquanto (pelo menos, até a manhã desta segund-feira), o Sesc SP não suspendeu sua programação, o que é um alento, pois sabemos que a entidade é o maior gerador de trabalho para os artistas. Entretanto, imagino (de novo) que possamos ter alterações no decorrer dos próximos dias. Por isso, minha dica é conferir o site do Sesc (e de todas as empresas) antes de se dirigirem até lá. É um momento difícil para todos, mas temos de enfrentá-lo, sem medo. EM TEMPO: O SESC SP ANUNCIOU, À TARDE, O FECHAMENTO DE SUAS UNIDADES ATÉ 31/3.

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • BOAS NOVAS

    Beijos musicais

     Olá, pessoal, tudo bem? Ou será que deveria começar dizendo: Feliz 2020!!!??? Sim, porque vocês sabem, o ano só começa efetivamente no Brasil depois do Carnaval. Portanto... lá vamos nós. Vamos lá, com muitas expectativas, esperando que o mundo não desabe de vez por aqui. E por aí. E vamos acompanhando as notícias, as tragédias, as desculpas esfarrapadas, as justificativas sem fundamentos etc, etc, etc. Mas vamos acompanhando também as boas novas. Uma delas a extensa programação do Teatro da Rotina, que agora funciona em Pinheiros – até pouco tempo atrás, ocupava uma sala num prédio comercial no Baixo Augusta. Outro dia, aliás, assisti ali (em Pinheiros) a um excelente espetáculo musical com o grupo OKKA, formado por Dandara, Paulo Monarco, Jota Erre e Raul Misturada. A banda, criada em 2018, nasceu do encontro entre os quatro artistas em uma turnê na Europa durante uma temporada de residência artística que passou pela Suíça, França, Espanha e Alemanha. Nos próximos dias, o Teatro da Rotina receberá Élio Camalle (13), Sonekka (15), Solange Sá e Lucas Scandura (26), Nilson Chaves ( 8/4 - direto do Pará), entre outros. A programação completa pode ser obtida aqui. Outro lugar que merece uma atenção especial é o Centro da Terra, no Sumarezinho, também em Sampa. O Centro da Terra é um espaço cultural, sem fins lucrativos, com foco em produções, apresentações e ações de formação em música, cinema, artes cênicas e visuais. O destaque fica por conta de uma série de shows que vem ocorrendo no local. Neste mês, por exemplo, o produtor Gui Kastrup fará quatro shows – um por semana e sempre às segundas feiras – tendo como convidadas mulheres com quem o produtor sempre teve vontade de trabalhar. Já às terças-feiras, a partir desta semana (10), a cantora Juçara Marçal revisita seu disco de estreia, "Encarnado", sob outra perspectiva. Ela conta com a companhia de seus parceiros Kiko Dinucci, Thomas Rohrer e Rodrigo Campos. Programação completa aqui

     

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • SÓ A ARTE SALVA!

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?

    Depois de um longo ano sabático, cá estou com novas e quentíssimas dicas musicais (rs). Feliz (ou infeliz) mente, nem sempre as coisas saem do jeito que a gente imagina. Eu planejava retornar no início de 2019. Não deu. Por ene motivos. Mas o importante e interessante é que eu retornei e prometo que não farei aqui uma retrospectiva dos sentimentos que tomaram posse de minha pessoa, sempre tão otimista, porém... Mas, cá entre nós, que ano foi esse? Ou seria, aquele? Mas já passou e, muito embora não tenhamos grandes motivos pra celebrar, vamos seguir em frente. Pra começar, a boa notícia é que na quarta-feira (12) tem início na escadaria do Theatro Municipal de São Paulo a Semana de Arte Contra a Barbárie. A exceção será no domingo, dia em que os eventos ocorrerão na esquina da rua Peixoto Gomide com a avenida Paulista. Até dia 18 (terça-feira) o público poderá assistir às várias apresentações musicais, teatrais, circenses e de dança, sempre a partir do meio-dia. Na abertura, os atores Denise Fraga e Renato Borghi lerão um manifesto a favor da liberdade artística; na sequência, estão previstas apresentações de Regina Machado, Consuelo de aula, Cacá Machado, Socorro Lira, Grupo Mawaca, BenjamimTaubkin e Ari Colares, entre outras. Haverá ainda a leitura do poema O Navio Negreiro, de Castro Alves, pela atriz Clarisse Abujamra e performances diversas. Organizado pelo Artigo Quinto, "movimento criado em julho de 2019, para atuar na mobilização, debate e defesa da liberdade de expressão, o evento, que coincide com os dias da Semana de 22, pretende contagiar as ruas com nomes da música, do teatro, do cinema, do circo e da dança, e chamar a atenção para a urgência da liberdade não apenas para quem cria, mas também para o público, que deve ter preservado o direito de escolher o que quer ver, ler e ouvir." A programação completa pode ser obtida aqui

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • QUE VENHA 2019, POIS ESTAREMOS ATENTOS

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    O final do ano chega e, com ele, perspectivas e expectativas para 2019. Mas, primeiro, quero agradecer aos parceiros, colaboradores e, claro, os internautas que acompanham e contribuem com este site. Aliás, até hoje, alguns chamam de blogue, de jornal eletrônico, etc. Como sou da velha guarda, eu o chamo de site. Como ia dizendo, este ano foi muito intenso – em todos os sentidos. Muitas dúvidas, realizações, aprendizados, amadurecimento. E é com base nessas coisas que informo que o site vai dar um tempo e voltará no próximo ano, com muitas novidades. Quero desejar a todos um Feliz Natal e um 2019 muito melhor que esse 2018. Não só para cada um de vocês, mas, principalmente, pro Brasil, que é um País lindo e não merece o que está acontecendo com ele. E pra que não esqueçamos que estamos vivos e atentos, deixo aqui a letra e o link da canção Novo Tempo, de  Ivan Lins e Vitor Martins.Pode parecer um clichê - e é - mas a letra traduz bem o momento pelo qual passamos. No novo tempo, apesar dos castigos, estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer. No novo tempo, apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta, pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver. Pra que nossa esperança seja mais que a vingança, seja sempre um caminho que se deixa de herança. No novo tempo, apesar dos castigos, de toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga, pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer. No novo tempo, apesar dos perigos, de todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver. No novo tempo, apesar dos castigos, estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas, pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer. No novo tempo, apesar dos perigos, a gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça...

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • EDIÇÃO 388 - HOMENAGEM A VINÍCIUS DE MORAES

    Beijos musicais

     Olá, pessoal, tudo bem?
    Em meio a tantas más notícias relacionadas (também) à Cultura e Educação, eis que o sol aparece para iluminar este cenário tão tenebroso. E ele – o Sol – vem em forma de poesia, música e literatura do mestre Vinícius de Moraes, trazido pela cantora, pesquisadora e regente Dani Mattos, idealizadora do projeto. Aliás, mais um, porque a incansável Dani Mattos é campeã em projetos musicais, como, por exemplo, o grupo vocal Poucas & Boas, a roda de samba Toque de Bambas e o Quarteto de Jazz. Nesta semana, mais precisamente quarta-feira (28), a partir das 20h, Dani e seus comparsas (rs) - que levam Arte pelos quatro cantos da cidade -, desta vez nos apresentam a obra do Poetinha no Atelier Paulista, no bairro paulistano de Pinheiros. O espaço  existe desde 1980 e foi criado pelas artistas Branca de Oliveira e Marilu Beercom o objetivo de promover estudos, pesquisas e atividades multi e interdisciplinares, com experimentações artísticas, residências, oficinas, cursos, palestras e encontros. E é nesse local que Dani convida o público a “conhecer a obra do poeta e músico que ousou viver sob o signo da paixão”. Poemas, crônicas e canções, intercaladas com  histórias sobre o poeta, são o mote do Sarau.  “De maneira coloquial e próxima, o intuito do espetáculo é dar profundidade à figura desse poeta que foi muito atuante no cenário artístico brasileiro e fazer um apanhado de sua extensa produção, seja como poeta, crítico de cinema, compositor, letrista, cronista”, salienta Dani Mattos. Para isso, ela conta com o grupo vocal Poucas & Boas, criada por ela há 15 anos e com o qual tem feito várias apresentações, e com a participação especial do Toque de Bambas, a roda de samba formada por ela, Rodrigo Aranha (violão de 7), Tito Longo (cavaquinho) e Edu Batata e Koka (percussão). O Toque de Bambas tem o intuito de exaltar os sambas clássicos e atemporais  por meio de pesquisa sobre as obras de compositores como Vanzolini, Germano Mathias, Adoniran Barbosa, Geraldo Pereira, Príncipe Pretinho e outros grandes nomes eternizados através de suas canções... Como Nelson Cavaquinho e seu Juízo Final: “O sol há de brilhar mais uma vez...”.

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • EDIÇÃO 385 - FESTIVAL ILHABELA IN JAZZ 2018

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Continua neste final de semana, a sexta edição do Festival Ilhabela in Jazz 2018. Pela primeira vez, o festival se dividiu em dois finais de semana com o intuito de trazer uma maior rotatividade de público. A abertura foi no final de semana passado, com apresentações de Samba Jazz Quarteto e Ilhabela Ska Jazz (bandas locais), Cleber Almeida Septeto, Vintena Brasileira, Bixiga 70, Renato Borghetti Quarteto, Paolo Fresu& Chano Domingues e Ambrose Akinmusire Quartet. Já para os dois últimos dias de festival, o evento contará com Hermeto Paschoal Big Banda, que ficará encarregado do encerramento no domingo, às 22h30. Mas a ilha receberá ainda Elaine Cristina e Banda Benix (locais), Airto Moreira & Grupoe o compositor, pianista e maestro Nelson Ayres. O maestro, inclusive, comandará um tributo a Victor Assis Brasil, o saxofonista brasileiro que tocou ao lado de Dizzy Gllespie, Ron Carter e outros. Também estão na programação, Fábio Gouveia Quinteto, Fábio Peron Trio e Gabriel Grossi Quinteto. O festival ocorre na Praça Coronel Julião, envolto pela atmosfera da seringueira centenária da Praça. Com músicos de diferentes gerações a fim de compartilhar cultura à beira-mar, a programação traz um apanhado do jazz contemporâneo e suas infinitas possibilidades e fusões com outros ritmos, como forró, flamenco e afrobeat. O primeiro show tem início às 18h30, do sábado (6), o segundo, às 19h30, o terceiro às 21h30 e o último da noite, às 22h30. No domingo, os horários são os mesmos, porém com outras atrações. Todos os shows são gratuitos. A curadoria e o lineup são assinados por Paulo Braga. Nas edições realizadas, o Ilhabela In Jazz atraiu mais de 50 mil pessoas em 20 noites de shows. Passaram pelo palco do Festival nomes iomo James Carter, Mike Stern, Carlos Malta, Dennis Chambers, Náná Vasconcelos, Dr. Lonnie Smith, Trio Corrente, Paquito D'Rivera, Mônica Salmaso, Stanley Jordan, João Donato, entre muitos outros.

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • EDIÇÃO 386 - SP E OS MINEIROS DO PATO FU

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Para celebrar o Dia da Criança, a banda mineira Pato Fu faz duas apresentações aqui em Sampa, com repertório do show Música de Brinquedo 2. Na verdade, serão três shows, mas um deles é para comemorar os 25 anos de carreira. Mas já já falo sobre ele. O primeiro show (Música de Brinquedo 2) ocorre no Sesc Osasco (região metropolitana), na sexta-feira (12), às 17h. Já o segundo ocorre no domingo (14) no Sesc Itaquera(zona leste da capital), às 15h30.  “A apresentação traz versões de clássicos da música pop nacional e internacional, interpretados com a ajuda de novos brinquedos, instrumentos em miniatura, saxofones de plástico, kazoos, pianinho de brinquedo e tecladinhos. O repertório adulto somado à sonoridade em miniatura resulta em diversão garantida para pais e filhos. A proposta é que cada autor das canções ganhe com essas versões uma espécie de homenagem, além de uma apresentação para as novas gerações. Esse show conta com Thiago Braga e Camila Lordy pilotando os mais variados tipos de brinquedos e miniaturas. Nos vocais de apoio, estão Groco e Ziglo, monstrinhos criados pelo Grupo Giramundo de Bonecos, manipulados pelos mestres Marcos Malafaia, Beatriz Apocalypse e Ulisses Tavares. O cenário é baseado nos desenhos da ilustradora mineira Anna Cunha e foi criado pela designer Andrea Costa Gomes e pelo arquiteto Fernando Maculan, com desenho de luz de Adriano Vale”. Já para celebrar os 25 anos de estrada, o grupo apresenta um show inédito no Sesc Parque Dom Pedro II, no sábado (13), às 18h. “Com 13 discos e 5 DVDs lançados, no show de 25 anos, o grupo apresenta alguns de seus hits autorais, entre eles estão Canção Pra Você Viver Mais, Sobre o Tempo, Perdendo Dentes, Antes Que Seja Tarde, Simplicidade, Depois e Made in Japan, além de regravações, como Ando Meio Desligado (Os Mutantes) e Eu Sei (Legião Urbana). Atualmente, a formação da banda é composta por Fernanda Takai (voz), John Ulhoa (guitarra), Ricardo Koctus (baixo), Glauco Mendes (bateria) e Richard Neves (teclados)”. Em tempo: estarei em férias nos próximos dias. Voltarei em novembro. Fui!!!

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • EDIÇÃO 384 - NO COMEÇO DA PAULISTA

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Outro dia, aqui mesmo nesse espaço, falei sobre o Centro de Pesquisa e Formação (CPF) Sesc SP, na Bela Vista, e do quanto eu gosto de frequentá-lo. Na semana passada, inclusive, estive lá, assistindo às palestras sobre as músicas compostas durante o período da ditadura e as diversas formas que os compositores usavam para driblar a censura. Ouvimos quase trinta canções e pudemos saber mais um pouquinho da história musical recente e curiosidades diversas. Outro lugar que tenho frequentado muito é o Itaú Cultural, ali no comecinho da Avenida Paulista, ao lado da Casa das Rosas. Confesso que vou mais para assistir a shows e conferir as ocupações/exposições que ocorrem no térreo do local. Neste momento, por exemplo, ocorre a Ocupação Paulo Mendes da Rocha, arquiteto que, entre outros projetos, é responsável pela obra do Sesc 24 de Maio, da Pinacoteca do Estado e do Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE). A ocupação vai até 4 de novembro. Também no térreo, há um café bem charmoso. Nos demais andares, há biblioteca (para consultas, mediante agendamento de horário), sala de cinema - nesta terça-feira (18), será exibido o documentário Daquele Instante em Diante, do Rogério Velloso, sobre Itamar Assumpção - e muitos outros espaços. Tudo na faixa. A programação musical é bem interessante e diversificada pois apresenta artistas de várias vertentes. Outro dia, assisti ao show do Luis Chagas, integrante da Banda Isca de Polícia, que levou vários convidados para o show Música de Apartamento, e mostrou composições que farão parte do disco, previsto para 2019. Uns dias antes, fui assistir à Trupe Chá de Boldo. No próximo final de semana, além de Arthur de Faria &  Orkestra do Kaos, que se apresentam na quinta-feira (20), a Sala Itaú Cultural recebe o jovem pianista Amaro Freitas e a cantora Isadora Melo (que integra o Cordel do Fogo Encantado). Juntos, eles lançam o projeto Quadriloseres, na sexta-feira (21). Já no sábado (22), Juliano Gauche mostra repertório de seu mais recente disco, Afastamento, que traz músicas que falam de memórias e da infância, vivida em Ecoporanga, cidade no Espírito Santo, onde nasceu. Para encerrar a semana, no domingo (23), a cantora cearense Ilya, que acaba de chegar à cidade, realiza o show Doces Náufragos, com composições próprias e de compositores como Daniel Groove, José Rodrigues, Daniel Medina, Michele Tajra e Maria Ó. Ou seja, mais um local na cidade pra passar algumas horinhas. Que tal?

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • EDIÇÃO 383 - UM MUTIRÃO DE CANTORIA

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?

    Nesta semana, a Unibes Cultural, localizada no bairro paulistano de Sumaré (SP), sedia a Ocupação Dandô, que celebra os cinco anos do Circuito de Música Dércio Marques. O evento ocorre de quarta-feira (12) a domingo (16) e terá como anfitriões os músicos Zé Geraldo, Ceumar, Alzira E, João Bá e Doroty Marques. A programação inclui palestras, rodas de conversa, sarau, exposição (Olhar da Utopia), oficinas de música e de dança latino-americanas, contação de histórias, shows e mostras regionais. Dandô, que homenageia o mineiro Dércio Marques (1927-2012) –  um dos cantadores que mais fez pela arte nos “Brasis”, unindo artistas de toda parte, de várias gerações, estilos, culturas –, surgiu em 2013, idealizado pela cantora e compositora Kátya Teixeira. O projeto reúne músicos de lugares diferentes do Brasil, e que de forma coletiva e colaborativa promove encontros, trocas e reflexões acerca da música. Dandô se refere a “um trecho da canção Canto dos Ipês Amarelos, homenagem dos compositores João Bá, Klécius Albuquerque e Guru Martins ao inspirador deste circuito. Dandô é uma corruptela do verbo andar, no linguajar dos pretos velhos.” (...)Ô dandei../ Olha o vento que brinca de dandar/ Ele vem pra levar as andorinhas/ E quem sabe a canção pra uma janela/ Saciar o ipê que se formou/ E roubar suas flores amarelas (...). Paralelamente, ocorre o II Encontro Latino-Americano do Dandô que recebe circuitos parceiros do Chile, Venezuela e Argentina e também as "1000 Guitarras para Victor Jara" – esse será realizado no domingo (16), das 10h ao meio-dia, no Memorial da América Latina.

    Beijos musicais

     

    Nelmar Rocha

  • EDIÇÃO 382 - QUEIMARAM...!!!

    Beijos musicais

    Peço licença para publicar aqui neste espaço o desabafo do servidor do Museu Nacional sobre essa tragédia anunciada.

    "Queimamos o quinto maior acervo do mundo.
    Queimamos o fóssil de 12 mil anos de Luzia, descoberta que refez todas as pesquisas sobre ocupação das Américas.
    Queimamos murais de Pompeia.
    Queimamos o sarcófago de Sha Amum Em Su, um dos únicos no mundo que nunca foram abertos.
    Queimamos o acervo de botânica Bertha Lutz.
    Queimamos o maior dinossauro brasileiro já montado com peças quase todas originais.
    Queimamos o Angaturama Limai, maior carnívoro brasileiro.
    Queimamos alguns fósseis de plantas já extintas.
    Queimamos o maior acervo de meteoritos da América Latina.
    Queimamos o trono do rei Adandozan, do reino africano de Daomé, datado do século XVIII.
    Queimamos o prédio onde foi assinada a independência do Brasil.
    Queimamos duas bibliotecas.

    Queimamos a carreira de 90 pesquisadores e outros técnicos.

    O que arde no Museu é uma parte da história antropológica da humanidade. Da história científica da humanidade.

    Se eles pudessem, nos queimavam junto com as paredes do museu, com o prédio em si, com as salas de onde D. Pedro II reinou, com os corredores por onde transitaram os feitores da primeira constituição da república, se eles pudessem, nos queimavam.

    É imensurável o que perdemos.
    Eu tô engolindo o choro.

    'Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro'. Era isso que vinha escrito no chão, frente ao Museu Nacional."

    Rui da Cruz Jr - Servidor do museu

     

  • EDIÇÃO 381 - SOBRE FAZER O QUE GOSTA

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Volto a falar sobre o Centro de Pesquisa e Formação (CF) do Sesc São Paulo, um onde local onde podemos frequentar sem medo se ser feliz e, ainda por cima, sair um pouquinho mais informado sobre Educação e Cultura. O CPF fica na Bela Vista, no prédio da Fecomércio São Paulo, próximo à Praça 14 Bis, região central. Eu não frequento o local tanto quanto eu gostaria mas toda vez que vou lá, bingo!, saio mais feliz e prometendo a mim mesma que não ficarei tanto tempo ser ir. São tantos cursos, palestras, bate-papos (musical, literário, fotográfico, etc.), workshops e afins, que eu fico doidinha quando entro no site e vejo a programação. E o melhor de tudo é que muitas dessas atividades são gratuitas ou com valores simbólicos. São atividades de curta duração – com algumas horas diárias  ou cursos de algumas horas por semana. Tem cursos diários, semanais, enfim, é só procurar o que se encaixa melhor na sua agenda, de acordo com seu interesse. Pode parecer propaganda – na verdade, é – mas fico empolgada quando encontro um lugar que propicia às pessoas oportunidades que nem sempre estão à mão. Ouço muito de pessoas próximas que elas têm vontade de fazer um curso, conhecer pessoas, mudar de área de atuação, etc., mas não encontram nada que lhes despertem interesse. Na verdade, elas querem que tudo cai do Céu – do Céu, só chuva (e nem isso ultimamente). Então, pra quem, de repente, sei lá, esteja precisando de uma forcinha (rs), dê uma espiadinha no site e veja quanta coisa legal tem lá. Até porque, em certa altura da vida, temos de fazer o que gostamos, pelo simples prazer de fazer. Sei que tem outros lugares semelhantes ao CPF/SP,  mas esse é o meu preferido. Qual é o seu?

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 380 - OS INDEPENDENTES SE JUNTAM

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Na próxima quinta-feira (23) a Funarte, importante espaço cultural aqui em Sampa, será palco do encontro de integrantes de três importantes projetos independentes da cidade: o Clube Caiubi de Compositores, o Sarau da Maria e o Toca do Autor. São três projetos que não saem na mídia, seus participantes não estampam a capa de Caras, nem tampouco vão a programas televisivos com audiência com dois dígitos. Mas são projetos que unem boa parte de compositores – ou melhor, cantautores – que mostram sua arte, independente dos percalços da profissão (sim, músico é profissão e não passatempo, como muitos ainda imaginam). O Clube Caiubi, o mais antigo deles - funciona desde o início dos anos 2000 -, agrega compositores, poetas e afins, promovendo eventos e ações tanto online quanto offline. Um de seus integrantes mais conhecidos foi o compositor Zé Rodrix (falecido em 2009), que produzia junto com os artistas uma série de shows por São Paulo. Outra figura que contribui imensamente com o Clube é o compositor Tavito, presente em quase todo os encontros da rapaziada, que ocorrem no Julinho Clube, na Vila Madalena (SP). O Sarau da Maria, realizado na zona norte da capital há cinco anos, é organizado por um coletivo de amigos nascidos e/ou criados na Vila Maria e ocorre bimensalmente no Clube Vila Maria, reunindo músicos, poetas, escritores e artistas plásticos. Já o mais novo dos projetos, com quase dois anos, o Toca do Autor é realizado no charmoso e aconhegante Bar do Hotel Cambridge, no centro de São Paulo, e reúne compositores que queiram mostrar seus trabalhos autorais. O interessante nos três projetos é que eles não são excludentes, ou seja, participar de um não significa deixar de comparecer no outro. Prova disso é que os artistas estão sempre se encontrando e fazendo parcerias. E isso poderá ser conferido, agora, na quinta-feira, na Funarte, a partir das 20h. O show O Grande Encontro dos Compositores vai reunir alguns representantes desses três projetos, numa mostra que promete. São eles: Max Gonzaga e Sonekka, do Clube Caiubi, Arnaldo Afonso e a banda Chero da Poesia, do Sarau da Maria, e Bráu Mendonça e Tarica, do Toca do Autor.

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 379 - A HORA DO JAZZ

    Beijos musicais

     Olá, pessoal, tudo bem?
    Tem início nesta terça-feira (14) – e vai até 2 de setembro – o novo projeto do Sesc/SP, o Sesc Jazz, que vai ocorrer na capital paulista, nas unidades Pompeia, Consolação, Vila Mariana e Centro de Pesquisa e Formação, e no interior, nas cidades de Campinas, Jundiaí, Birigui, Ribeirão Preto, Araraquara e Sorocaba. A programação inclui workshop, masterclasses, rodas de conversa e apresentações musicais e pretende fazer um panorama do jazz mundial. Para isso, músicos de  países como Brasil, Espanha, Itália, Canadá, Azerbaijão, entre outros, terão a oportunidade de mostrar suas expressões regionais, aliadas ao jazz. A saxofonista chilena, Melissa Aldana, por exemplo, que se tornou a primeira mulher (e primeira sul-americana) a ganhar a Thelonious Monk International Jazz Saxophone Competition, em 2013, fará show e masterclass em Sorocaba e também se apresentará nas unidades Pompeia e Araraquara. Já o pianista do Azerbaijão, Isfar Sarabski, que tinha apenas 19 anos em 2009 quando ganhou o prêmio de melhor pianista solo no festival de Montreux, na Suíça, se apresenta nas unidades Pompeia, Campinas e Birigui e faz workshop no Vila Mariana. O Centro de Pesquisa e Formação (CPF) do Sesc recebe o jornalista Carlos Calado, o músico e produtor Rodolfo Stroeter e as pesquisadoras  Inés Terra Brantes e Isabel Nogueira para conversar sobre o Cenário do jazz brasileiro no Brasil e no mundo. Ou seja, o público terá várias atividades para ter contato com artistas, seus instrumentos e trajetórias de vida nos workshops e masterclasses. Outro ponto interessante do projeto é a oportunidade de os músicos profissionais aprofundarem seus conhecimentos em oficinas que alguns músico e instrumentistas vão ministrar. Os  guitarristas James “Blood” Ulmer e Vernon Reid vão dar masterclass no Sesc Consolação e o trompetista norte-americano Charles Tolliver vai ministrar a masterclass no Sesc Consolação e Ribeirão Preto. Além das oficinas, eles se apresentam em algumas unidades. Os brasileiros também têm vez no festival:  Dom Salvador Sexteto, Salomão Soares Trio, Dorival, Iconili, Itiberê Zwarg & Grupo e Lourenço Rebetez estão na programação. Segundo o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, “o Sesc Jazz conecta-se à missão do Sesc em contribuir com a formação e a expansão de plateias e o pensamento artístico e cultural de seu público, oferecendo uma programação abrangente que dialoga entre o clássico e a vanguarda, enquanto promove também a circulação de músicos nacionais e internacionais pelo interior do estado”. A dica está data!

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 377/378 - A MULHER NA CANÇÃO BRASILEIRA

    Beijos musicais

     

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Vez em quando um dou uma desaparecida rápida, mas tô sempre na área. Nem sempre consigo atualizar o site no início da semana, por ene motivos, mas vou indo. Porém, quero lembrar que pra que o evento seja divulgado na semana em que ele ocorre, é imprescindível que as informações (fotos, releases, notas) sejam encaminhadas com antecedência, na semana anterior à data do show. Dito isto, sigo em frente. Estive em Paraty, na semana da Flip, a Feira Literária Internacional de Paraty. Além de acompanhar algumas palestras oficiais, pude ver algumas 'atrações' off flip, ou seja, aquelas que não estão na programação oficial e geralmente (também) são muito interessantes. Um evento que me chamou a atenção foi o lançamento do livro Musas & Música: A Mulher por Trás da Canção (editora Tinta Negra), da cantora e jornalista Rosane Queiróz. Quem foi a Amada Amantede Roberto Carlos?A cigana Sandra Rosa Madalenade Sidney Magalexistiu? E Lígia?Quem foi (é) essa mulher cantada tão lindamente por Tom Jobim? Iolanda? Gilda, Pérola Negra...? Enfim, quem são (foram) essas mulheres que estão no imaginário de tantas pessoas e sequer sabemos quem são? Pois bem, pensando nisso, a jornalista Rosane Queiróz, que anos atrás fez uma matéria sobre o paradeiro de cinco musas da canção brasileira para uma revista feminina, resolveu, a partir de então, saber mais sobre as mulheres que inspiraram alguns compositores brasileiros. O resultado foi o livro em questão, com 33 histórias de mulheres inspiradoras das canções – das quais 12 foram entrevistadas para o livro. Em Paraty, Rosane, além de contar algumas dessas histórias, cantou-as também acompanhada pelo pianista Mário Margarido. Foi uma manhã muito agradável e produtiva. No livro, é possível conhecer as histórias das musas: Amada amante, Amélia, Anna Julia, Bete Balanço, Carolina Carol Bela, Conceição, Das Rosas, Dindi, Dinorah-Dinorah, Dona, Dora, Drão, Espanhola, Gatinha manhosa, Gilda, Iolanda, Kátia Flávia, La Belle de Jour, Ligia, Madalena, Marina, Menina Veneno, Morena dos Olhos d’Água, Morena Tropicana, Mulheres, Pérola Negra, Preta, pretinha, Risoflora, Sandra Rosa Madalena, Sozinha, Tigresa, Todas Juntas Num Só Ser e Vera Gata. Alguém na plateia fez  a pergunta que não quer calar: Por que os homens também não são cantados na canção. Por quê???

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 375/376 - FESTIVAL DE PARANAPIACABA TEM INÍCIO NO FIM DE SEMANA

    Beijos musicais

     

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Tem início no próximo fim de semana a 18.ª edição do Festival de Inverno de Paranapiacaba no ABC Paulista. O festival ocorrerá nos fins de semana de 21 e 22 e 28 e 29 de julho, das 10h às 22h. A programação inclui cerca de 100 atrações entre apresentações musicais, de dança, teatro, literatura e exposições, além da parceria com o SESC. Entre as atrações musicais, o público poderá assistir a Igor Prado Band, ao Guga Stroeter e Banda Heartbreaks (que celebram 30 anos), a sanfoneira Lívia Matos, ao Ricardo Vignini e Zé Helder (e sua Moda de Rock), a Nuno Mindelis, Victor Biglione e Greg Wilson, num tributo a B.B.King, ao Trio Sinhá Flor,a Everson Pessoa com seu Samba Certeiro, à Nômade Orquestra, à banda Calango Brabo, com seu Rock do Sertão, e ao grupo de Santo André, Choro de Bengala (formado por Bebê do Góes, Beto Casemiro, André Moura e Denisson Souza), com o show Lugar De Onde Se Vê O Mar. Aliás, esse nome, em tupi-guarani, é o significado da Paranapiacada, vila de 1000 habitantes (de acordo com o último censo do IBGE), pertencente ao município de Santo André, encravada na Serra do Mar. Com suas casinhas de madeiras, ruas de terra, clima londrino e muito aconchego, Paranapiacaba recebe os turistas que, a cada ano, são atraídos pelos encantos do lugar - e não só durante o festival. Além das diversas atrações proporcionadas ao público, os visitantes podem usufruir de toda uma infraestrutura planejada para recebê-los. Este ano, por exemplo, a pessoa pode contar com wi-fi grátis, postais já selados pra enviar aos amigos, traslado do estacionamento ate a Vila (o valor é de R$ 46,00) com mais rapidez e novas opções gastronômicas. Quem não quiser ir de carro, uma ótima opção é ir de trem. Tem lá um certo charme! Infelizmente, o trem não chega até a Vila, mas para em Rio Grande da Serra. De lá, é só pegar um ônibus (uns 20 minutos de viagem) que deixa a pessoa na parte alta da Vila. Daí, é só descer e curtir a Vila. E o festival, é claro. Bora lá???

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 374 - CANÇÃO DO AMOR DEMAIS

    Beijos musicais

     

    Olá, pessoal, tudo bem?
    No último domingo, Ná Ozzetti (voz), Dante Ozzetti (violão e direção musical), Mário Manga (guitarra e violoncelo), Sérgio Reze (bateria), Zé Alexandre Carvalho (baixo acústico) e Fernando Sagawa (sopros e teclados) apresentaram na íntegra o repertório do disco Canção do Amor Demais, no Sesc Pinheiros (SP). Gravado em 1958 por Elizete Cardoso e lançado pelo selo Festa no mesmo ano, o disco só tem canção da Tom Jobim e de Vinícius de Moraes – além da batida da bossa nova, imortalizada por João Gilberto  e é considerado um dos marcos iniciais da bossa nova. As 13 músicas do disco tiveram novos arranjos estruturais de Dante Ozzetti, desenvolvidos em conjunto com a banda e ficaram excelentes. O público pode ouvir, na mesma ordem do disco, Chega de Saudade, Serenata do adeus, As Praias Desertas, Caminho de Pedra, Luciana, Janelas Abertas, Eu Não Existo Sem Você, Outra Vez, Medo de Amar, Estrada Branca, Vida Bela, Modinha e Canção do Amor Demais. De quebra, a trupe incluiu no show Águas de Março e A Felicidade. Ah, e no bis, Na Batucada da Vida, que, segundo informou Ná Ozzetti, era considerado por Tom Jobim  um dos mais bonitos (ou o mais bonito) sambas dos quais ele gostava.Entre algumas curiosidades do disco, destaca-se o fato de que Elizete não ter sido a primeira escolha para cantar no disco: Dolares Duran fora convidada para gravar, mas teria recusado o convite face o baixo valor do cachê. Outra curiosidade: João Gilberto tocou violão em duas faixas, Chega de Saudade e Outra vez, mas seu nome não aparece nos créditos da primeira edição do disco. Enfim, curiosidades. Agora, voltando ao show, antes de domingo, ele só foi apresentado em outras duas ocasiões: nas unidades do Instituto Moreira Sales, no Rio e em São Paulo.  A expectativa agora é saber quando o show ocorrerá novamente (e, por favor, não deixe de assistir) e se será transformado num CD. A vontade, pelo que a própria falou durante o show, quando questionada por alguém da plateia, é grande. Mas, os diretos autorais também são (altos) – segundo outra fonte. Aguardemos. Aliás, Ná Ozzetti… que cantora!

     

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 373 - FOLK & BLUES NA BELA ILHA PAULISTA

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?

    Ocorre no próximo final de semana, a quarta edição do festival Bourbon Folk & Blues, em Ilha Bela, litoral norte de São Paulo. Várias atrações nacionais e internacionais, num total de 20 apresentações, passarão pela ilha de 29/6 a 1.º/7, realizando shows gratuitos, no palco montado na Vila e espalhados pelas praias. As quatro atrações internacionais são Tony Lindsay, vocalista da banda de Carlos Santana, que interpreta clássicos do r&b; o cantor norte-americano, J.J. Jackson, que traz o blues em uma performance soul; o baterista Anthony King, que já tocou com grandes nomes da música mundial, e o guitarrista Don Caruth, que se apresenta pela primeira vez no Brasil. Entre os brasileiros estão o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro, que mostra sua faceta mais bluseira, dando nova roupagem para alguns de seus clássicos; o Blues Etílicos –  grupo há mais tempo em atividade nesse segmento , tocando os clássicos de Eric Clapton; Vasco Faé (o homem-banda, que toca gaita, guitarra, bumbo e canta) e o trio Folk it All, que espalharão música pelas ruas da Ilha; Bezão e Nô Stopa, atuantes na cena folk paulistana, com o projeto Duas Casa; Tony Gordon, com repertório de músicas consagradas e rearranjadas ao seu estilo característico, e Nuno Mindelis, Victor Biglione & Tuco Marcondes, num tributo à B.B. King. Além deles, Tiê, Izzy Gordon, Marcelo Jeneci, Rodrigo Suricato, entre outros, participam dessa edição do Bourbon Folk & Blues. O festival, que teve sua 1.ª edição em 2015, segue como uma vitrine para os artistas ascendentes da música folk e da nova geração do blues. Além disso, vale ressaltar, Ilha Bela tem sido palco de diversos eventos musicais, que a colocam como um dos principais destinos para quem procura ouvir a boa música brasileira - ou não.

     

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 372 - HOMENAGEM AO MALANDRO (SQN)

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Nesta 3.ª-feira (19), Chico aniversaria. Chico? Que Chico? Ora pois! Quem mais poderia ser chamado simplesmente pelo primeiro nome – aliás, um terço do nome   e, ainda assim, ser reconhecido? Ele, que é bárbaro, não é de Atenas, mas é Paratodos. Ele não é o Meu Namorado, ele não é o Meu Caro Amigo e eu não sou sua Morena de Angola (e eu Não Sonho Mais). Ele é O Velho Francisco (Mil Perdões), que não é Malandro mas é Carioca (rs). Só mesmo embriagado ou muito louco pra não saber de quem estou falando (escrevendo). Desde A Banda, música com a qual venceu o festival da canção em 1966, Chico vem contando histórias. Não só A História de Lily Braun, ou a História de uma Gata ou ainda a de Geni e o Zepelim, mas a história de atuais e Futuros Amantes. Nem sempre, é verdade, foram Anos Dourados, mas também não foram anos só de Desalento e Desencanto. De todas as maneiras, foi Um Tempo que Passou. Mas, deixa eu falar, a Gota D' água foi aquele playboy (Vai Trabalhar Vagabundo) discutir com ele por causa de posicionamento político. Ah, Quem te viu, quem te vê. Mas, Apesar de você (s), Vai passar, aliás, Já passou! Olha Maria - ou Beatriz, ou Januária, ou Carolina, ou Luisa, ou Angélica -, agora não é hora de Desencontro; não é hora de ouvir Atrás da Porta. É hora de Olhos nos Olhos, de Cara a Cara, de Bem Querer, de Samba e Amor até mais tarde. Aliás, Se eu Soubesse de tudo, Sobre Todas as Coisas, sob Sol e Chuva, eu diria: chega de Trapaças e vamos viver um Tempo da Delicadeza. Agora Falando Sério e Trocando em Miúdos, Acorda amor!Mire-se no exemplo dele. Até o fim, pois Estamos aí, pro que der e vier. Até Segunda-Feira!

     

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 371 - ITAMAR ASSUMPÇÃO

    Beijos musicais

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Nesta semana faz exatamente 15 anos que o cantor e compositor Itamar Assumpção (13/9/1949 - 12/6/2003) virou estrela. Aliás, se foi muito cedo, aos 53 anos de idade, vítima de câncer no intestino. Morreu em casa, pois optara por fazer o tratamento longe do hospital. Francisco José Itamar de Assumpção nasceu em Tietê, interior de São Paulo, mas ainda bem jovem mudou-se para Arapongas, no Paraná, onde começou a estudar contabilidade, abandonando-a em seguida para estudar teatro em Londrina, no mesmo Estado. Foi lá que ele conheceu Arrigo Barnabé, com quem viria a trabalhar futuramente. Já em São Paulo, nos anos de 1980, integrou a chamada Vanguarda Paulista, movimentação que ocorreu na cidade de São Paulo, nesse período, onde artistas produziam e lançavam seus trabalhos, independentemente de gravadoras. Com ele, Itamar, integravam esse movimento, entre outros, o Grupo Rumo e o Premeditando o Breque, o Premê. Itamar, em vida, lançou 7 discos, sendo o primeiro, o Beleléu, Leléu, Eu (1980), acompanhado pela Banda Isca de Polícia, que iria acompanhá-lo por anos. O disco é mais conhecido do cantor, e tem composições que misturam vários gêneros. É considerado um marco da Vanguarda Paulista e foi incluído na lista de 100 Melhores Discos de Música Brasileira da revista Rolling Stone na 86ª posição. Além da Banda de Polícia, outra banda se tornaria referência por acompanhar Itamar: As Orquídeas do Brasil, banda feminina com quem o músico gravou a trilogia Bicho de Sete Cabeças. No decorrer da carreira, Itamar teve inúmeros parceiros musicais como Alice Ruiz, Paulo Lepetit, Ademir Assunção, Arrigo Barnabé e Luiz Tatit. Foi gravado por dezenas de cantores: Ney Matogrosso, Ná Ozzetti, Vânia Bastos, Virgínia Rosa, Zizi Possi, Rita Lee e Zélia Duncan - esta, em 2012, lançou um disco só com canções de Itamar, Tudo Esclarecido, numa linda homenagem. Itamar, que em vida não teve o merecido reconhecimento e chegou a declarar que só iria fazer sucesso depois de morto, tem sua obra cada vez mais divulgada e conhecida, e ganha novos ouvintes. Se ele tinha razão...? O que você acha?

     

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha

     

  • EDIÇÃO 369/370 - FABIANA COZZA: TALENTOSA, LINDA E PRETA

    Beijos musicais

     

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Recebi, nesta segunda-feira, um áudio com o relato emocionado da cantora Fabiana Cozza informando o motivo pelo qual ela desistiu de participar de Dona Ivone Lara – Um sorriso negro, o musical, com direção musical de Rildo Hora, sobre Dona Ivone Lara (13/4/1922 – 16/4/208). Além do áudio, várias pessoas postaram no facebook o texto assinado pela cantora na íntegra. Também li matérias sobre o assunto em alguns (poucos) veículos de comunicação e vi muitos comentários no facebook. Aí, nesse lugar onde todos dão um pitaco (como diz meu amigo Serginho Sagitta, do programa de rádio Sons do Brasil), uns concordavam com a atitude da cantora; outros não. Mas todos concordavam com uma coisa: que Fabiana é uma grande e talentosa cantora  na minha humilde opinião, uma das mais talentosas de sua geração. Mas parece que, para alguns, 'só' isso não basta para homenagear Dona Ivone Lara (que, aliás, não deve estar acreditando no que ocorre). Para quem não sabe do ocorrido, Fabiana foi indicada pela própria família de Dona Ivone Lara para representá-la no musical que está sendo produzido em sua homenagem, com previsão de estreia em setembro próximo. Segundo o produtor Jô Santana,  Fabiana foi a única artista convidada para participar do musical; os demais atores/cantores realizaram teste para uma vaga. O anúncio foi feito – que Fabiana representaria a sambista - e aí, o mundo caiu. Muitos acharam que Fabiana – independentemente de seu reconhecido e inquestionável talento e de sua trajetória, além de sabido conhecimento da obra da sambista -  não é preta o suficiente ( ou é branca demais) para representar Dona Ivone Lara e que o ideal seria colocar uma mulher 'mais' preta para o papel. Que os negros ocupam poucos espaços na sociedade (como alegam os que protestaram contra a escolha da cantora) é sabido e deve ser debatido amplamente. O episódio serviu (e serve) para que todos pensem em como resolver um problema que vem desde os tempos primórdios, mas sempre respaldados pelo respeito mútuo. Fabiana não tem culpa de ser talentosa, linda e preta!

     

      Beijos musicais

      Nelmar Rocha